Uma das vias mais tradicionais do Núcleo, a Rua Saldanha Pelágico tem charmoso calçadão, nostálgicos paralelepípedos, construções antigas lado a lado, rossio, largo e estabelecimentos com personagens que fazem secção da história de Curitiba. E o melhor: também se reinventa. Suas calçadas são um invitação para explorá-la a pé, principalmente, no trecho que começa na Catedral e vai até a Rua Nilo Cairo, integrando a secção histórica desta região da capital.
Quadra a quadra da via é verosímil se surpreender com fachadas dos anos de 1900 a 1930, estabelecimentos referências de gerações e novidades que vêm atraindo novos públicos para esta secção do Núcleo.
“Moradores que não conhecem e turistas vão se encantar com a Rua Saldanha Pelágico. Por ser muito estreita, dá para caminhar na sombra, apreciando os casarões e edifícios antigos sem muros. São construções de estilo eclético muito coladas à rua. Também há imponentes edifícios ao longo da via porquê o atual prédio da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, que sediou até os anos 1950 o idoso Gymnasio Paranaense. Entre esta construção e a antiga sinagoga, hoje sede de um batalhão da Polícia Militar, a Rossio Santos Dumont, um invitação para sentar e reputar a arquitetura”
convida Rodrigo Swinka, presidente do Instituto Municipal de Turismo.
Assim porquê a Rua Saldanha Pelágico se reinventa e mantém as tradições, o programa Curitiba de Volta ao Núcleo, lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel em 2025, vem promovendo várias ações para redesenvolver e valorizar a história da região mediano da capital.

Em sete quadras, programas imperdíveis
Calçadão em petit-pavê
A Rua Saldanha Pelágico é uma das mais longas de Curitiba: com 4 km de extensão, a via começa no Núcleo, passando pelo Escaler, Bigorrilho e seguindo até o bairro do Planura do Siqueira. Em um curioso trecho da via, de duas quadras, um calçadão de pedestres a partir da Rua José Bonifácio (lateral da Catedral).
O pavimento em petit-pavê e as luminárias republicanas podem ser apreciados até a Parque Dr. Muricy, com o calçadão sendo desassociado ainda pela Rua do Rosário, na primeira quadra. Levante trecho da Saldanha Pelágico é, na verdade, um “resumo” da pluralidade da rua, repleta de estabelecimentos, entre tradicionais e novidades, que fazem o seu charme. Pare em cada esquina para fotografar os belos prédios antigos e também a formação do calçadão com a lateral da Catedral, que forma um clima muito nostálgico.

Aurora Joias
Suas vitrines e balcão expõem relógios e joias novas para os mais diferentes perfis de clientes, mas se você tem peças que precisam de um reparo, porquê troca de pulseira, ou novo clarão, pode ter certeza que Sueli Cardoso (foto), proprietária da Aurora Joias, no número 23, vai sugerir o melhor custo-benefício do serviço.
O estabelecimento está no mesmo endereço há 20 anos e, hoje, a tratante divide a gestão com o fruto, Alex. “Temos uma clientela muito diversificada, de toda a cidade, que passa pelo Núcleo. Além dos produtos novos, eles sabem que podem recontar com nossa qualidade e experiência na recuperação das peças”, afirma Sueli.

Raul Cabeleireiros Unissex
No número 30 da Saldanha Pelágico, Zoraide de Gemenezes Costa (à direita na foto) cuida diariamente das mãos das freguesas e comanda o salão Raul Cabeleireiros Unissex, ao lado de dois cabeleireiros. Ela assumiu a gestão do salão há 20 anos, com o falecimento do marido, que tinha adquirido o estabelecimento em 1975.
Ela conta com orgulho que graças à freguesia leal do lugar criou os oito filhos, que lhe deram dez netos e sete bisnetos. “Zoraide é uma manicure muito atenciosa e eu entrego minhas unhas para ela”, conta Angelina Santos Costa (à esquerda na foto), freguesa da profissional.

Vivenda do Fumo
Hoje sob o comando dos sócios Madalena Amaral e João Alves Antunes (foto), a Vivenda do Fumo fica no no número 35 da Rua Saldanha Pelágico. Mas o estabelecimento está na via desde 1956, com outros proprietários. Os atuais donos ampliaram o mix de produtos.
Além do fumo, charutos e acessórios (cachimbo, filtros e outros itens), o lugar comercializa chapéus panamá e peças de artesanato em gesso. “Acho que um diferencial da Vivenda do Fumo é que tudo pode ser customizado. Dos fumos às peças de decoração em gesso que podem lucrar a faceta dos clientes com as tintas e pinceis vendidos cá“, salienta Madalena.

Arrecadação Califórnia
Chegue cedo, principalmente, nos fins de semana, pois a chance de ter fileira de espera é grande. Sob o comando de Khalil El Omairi Neto (foto), o Armazém Califórnia se tornou um dos endereços gastronômicos mais disputados no Núcleo.
Localizado no número 68 da via, o restaurante especializado em comida arábico é referência em delícias porquê a esfirra de mesocarpo, macia, muito temperadinha com tomate, cebola e especiarias, ou quibe frito muito sequinho, temperado, que em cada mordida a mesocarpo desmancha.
O lugar oferece comida boa, tempero bom, atendimento magnífico, preço honesto e uma boa epístola de bebidas, “ingredientes” que atraem uma clientela de todas as idades, que também podem reputar o prato próprio do dia, com arroz com lentilhas, cebola crocante, kibe assado, charuto de repolho, tabule e qualhadinha.

Öus Flagship Store
Os irmãos Bruno e Rafael Narciso (foto) transformaram os tênis da marca curitibana Öus não unicamente nos queridinhos dos skatistas. Hoje, suas peças – que incluem também bonés, camisetas, moletons e jaquetas – fazem secção do guarda-roupa de muitas celebridades, são disputados nos 800 pontos de todo o Brasil e esgotam rapidamente no ecommerce da grife de streetwear fundada em 2008. Há alguns tênis, inclusive, que já viraram peças de coleção com preços de grifes de luxo.
Todas as criações são desenhadas e têm suas estratégias de vendas e marketing pensadas na sede e showroom da Öus, no número 98 da Saldanha Pelágico. Há cino anos, a marca curitibana ocupa um prédio histórico da via e, em novembro pretérito, abriu sua flagship store (loja-conceito) no térreo, com os últimos lançamentos da Öus e um charmoso moca.
“Estar na Saldanha Pelágico mostra que acreditamos no Núcleo e tem tudo a ver com o DNA da nossa marca”, afirma Bruno. “Ou por outra, é muito importante termos participando da renovação de um prédio tão bonito, porquê leste de 1919”
comenta Rafael.

Fanel Sport
Chuteiras e camisetas de times (lado a lado, estão em manequins as do Coritiba e do Athletico) se espalham pelas vitrines da loja Fanel Sport, referência em materiais esportivos, que incluem também meias, shorts, protetores e bolas de vários esportes (futebol, basquete e futebol americano).
Outro carro-chefe do estabelecimento cândido no número 148 há 56 anos são os troféus de competições. Todos, inclusive, já podem transpor da loja personalizados para as mais diferentes premiações esportivas que ocorram em Curitiba e região.

Telaranha Livraria, Moca & Editora
De suas amplas janelas, sempre abertas nos dias ensolarados, parece atrair os clientes e seus notebooks para as mesas voltadas para o virente da Rossio Santos Dumond. A Telaranha Livraria, Café & Editora, na esquina das ruas Saldanha Pelágico e Ébano Pereira, ocupa um charmoso casarão histórico restaurado e sempre tem um movimento todos os dias para tomar um moca ou consumir alguma coisa, assim porquê vem saciando a voracidade de muitos curitibanos e até turistas por livros.
Adiante do estabelecimento, inaugurado há dois anos, estão os sócios Bárbara Tanaka (foto) e Guilherme Conde, também fundadores do selo Telaranha Edições, que já publicou 30 obras de literatura, artes e humanidades, de autores porquê Assionara Souza, Leonardo Marona e Julia Raiz.
“A livraria e o moca são a concretização de um libido de partilhar em um espaço próprio o mundo dos livros com outras pessoas”
afirma Bárbara.


Savarin Music
Se há uma loja sinônimo de disco de vinil em Curitiba é a Savarin Music, fundada pelo Virgílio Savarin em 1983. O estabelecimento é uma visitante obrigatória para os nostálgicos pelos clássicos “bolachões” e por quem procura CDs, DVDs e toca-discos. A clientela leal não se deve unicamente por suas raridades, mas também pelo atendimento personalizado.
“Visitar a Savarin Music, dizem alguns, é porquê entrar num túnel do tempo. Mas a melhor definição, na verdade, talvez seja a de entrar num espaço de guarida, num lugar camarada. Inspiramos quem nos procura a saber artistas, diferentes estilos e também orientamos sobre os melhores toca-discos disponíveis no mercado”
conta Adriano Savarin, um dos três filhos de Virgílio.
Adriano e seus irmãos, Diogo e Tiago (foto), também estão ao lado do pai na gestão do negócio, que hoje ocupa o número 336 da Rua Saldanha Pelágico e tem até uma superfície de mina, com até dez itens a preço único.


Bife Sujo
Comandado por Cesar Antônio Wisnieviski (foto), o restaurante Bife Sujo está no número 479 da Saldanha Pelágico e tem uma lista infinita de personalidades que já saborearam seus concorridos pratos, do ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner ao poeta e noticiarista Paulo Leminski.
Os carros chefes do restaurante continuam sendo a feijoada, que é servida nas quartas-feiras e sábados em cumbucas, muito porquê a costela assada e, é evidente, o disputado Bife Sujo, que chega à mesa porquê uma generosa porção de tiras de bife de ancho sobre a placa, batata frita, arroz, feijoeiro, farofa, maionese e tomate.
Todos os pratos vêm com porções generosas para duas ou três pessoas. De segunda a sexta-feira, também é oferecido um buffet.


Confeitaria e Panificadora Fênix
Localizada no número 407, a Confeitaria e Panificadora Fênix, administrada por Gilson Javorski (foto), tem “clientes” por toda a cidade. Mas não são unicamente os fregueses diários do endereço que levam para vivenda ou saboreiam os pães, doces e salgados comercializados em seus balcões ou mesas desde 1984.
O estabelecimento também fornece seus produtos para os cafés da manhã para mais de 50 hotéis da capital.
“Nosso funcionamento para o público final é de segunda a sábado, das 7h às 20h, mas nossa panificação funciona 24 horas por conta das encomendas diárias para os hotéis”
revela Javorski.


Pierogshop
Primeira loja física do tradicional Pierog do Miro, há mais de 30 anos nas feirinhas de Curitiba, a Pierogshop é um espaço “moderninho” no número 499 da Saldanha Pelágico para saborear ou pegar e levar molhos e porções do tradicional pastelzinho cozido.
Enquanto nas mesas é verosímil escolher pratos com 5 a 15 unidades com diferentes recheios (repolho com batata, roupão com temperos, ricota com batata e frango com batata) e molhos (champignon, calabresa e branco), também há opções embaladas à vácuo e congeladas para levar para vivenda.
“A Pierog Shop foi ocasião em 2023, na Saldanha Pelágico, para levar nossos clientes tradicionais e para novos públicos leste maná típico polonês de uma forma moderna”, conta Patrycja Borek, que administra com a família a Pierogshop e é filha do parelha Miroslaw Borek (mais espargido porquê Miro) e Romana Kawalec, que iniciaram a história de sucesso do negócio da família.


Alfaiataria Saldanha
O fruto de ucranianos Orestes Pech (foto) abriu a Alfaiataria Saldanha em 1962 e segue na ativa há 63 anos no número 528. O simpático senhor de 86 anos é o tratante em atividade mais idoso na Rua Saldanha Pelágico.
Ele conta que os tempos áureos da procura pelo serviço muito feito da alfaiataria foi até meados de 2015, quando existiam mais agências bancárias e escritórios de advocacia na região mediano.
“Chegava termo de ano, era lotado de serviço, até janeiro. No banco todo mundo usava terno e gravata”, recorda Pech. O alfaiate da Saldanha também faz pequenos consertos de roupas, que são o carro-chefe do seu negócio atualmente. Mas ele não reclama, já que gosta de fazer reparos tanto quanto dos ternos.


Arqueólogo Souza
Há um ano no número 537, a loja Antiguidades Souza é um daqueles charmosos antiquários para entrar com tempo e fazer uma verdadeira viagem ao pretérito. Em suas prateleiras, mesas e balcões se espalham delicadas e nostálgicas peças de cristal, porcelana, prata e mármore, entre vasos, louças, luminárias, esculturas, quadros, espelhos, móveis e muitos outros itens de decoração.
“Nossa peça mais antiga é uma louceira dos anos 1920. O montão permite produzir uma decoração diferenciada, pois há itens que combinam materiais nobres e confeccionados artesanalmente”
explica Valdinei Nunes de Souza (foto), possuinte do arqueólogo, que funcionou por anos no bairro Ahú.


Gabinet Bardot
Trícia Andreia de Almeida e Marcos Manzutti (foto) fazem uma bela dupla no brechó Gabinet Bardot, no número 555. Enquanto a produtora de tendência faz a curadoria das roupas e acessórios expostos nas araras e manequins, o estilista faz a restauração das peças femininas e masculinas ou as transformam no melhor no noção “upcycling”, criando peças únicas a partir de vestidos, blusas, camisas, saias, calças ou casados que antes seriam descartados.
“Nós defendemos a tendência sustentável, que combate o desperdício têxtil e a poluição da indústria da tendência e que, ao mesmo tempo, permite o entrada a peças únicas, com história e preços acessíveis”
explica Trícia.
“Ou por outra, através do upcycling, transformamos de forma criativa roupas e tecidos usados em novos produtos de tendência. É uma prática sustentável que prolonga o ciclo de vida das peças”, completa Marcos. No dia a dia, a dupla sempre está acompanhada no brechó de seus fiéis companheiros Moçoila e Caramelo, cães sem raça definida, respectivamente, de Marcos e Trícia.


Sapataria Florença
Alceu Gomes (foto) abriu, em 1968, a Sapataria Florença na Rua Saldanha Pelágico. Inicialmente, o estabelecimento ficava no primórdio da via, no número 92, e hoje está no número 665. “Comecei na Saldanha Pelágico no tempo em que, onde hoje está o Arrecadação Califórnia, era uma loja da Batavo, na quadra do calçadão entre a Rua José Bonifácio e a Rua do Rosário”, recorda Gomes.
Por trás do balcão, a missão do seu Alceu é uma só: arrumar mochilas, bolsas, tênis, malas e, principalmente, o carro-chefe, sapatos, para que quem os calça possa seguir: melhor e mais longe.


Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo
No “triângulo” em que a Saldanha Pelágico cruza com a Rua Visconde de Nacar e a Rua Professor Fernando Moreira está o Largo Coronel Joaquim Pereira de Macedo. No lugar, um núcleo mercantil reúne vários serviços para os mais diferentes públicos que circulam por leste trecho do Núcleo. Há salão de venustidade e estética (Salvatori) e lojas especializadas em moldura e arte (Moldurella), refeições balanceadas (Semana Light) e bolos (Velvet).

