Curitiba viveu uma noite privativo, nesta quinta-feira (25), quando Mel Lisboa subiu ao palco do Tork n’ Roll para homenagear Rita Lee em um show que misturou rumo, música e memória afetiva. O encontro não poderia ter sido mais simbólico: exatamente no dia em que o icônico álbum Rita Lee completou 45 anos de lançamento — disco que trouxe ao mundo o hit Lança Perfume. Porquê num sinal do casualidade, cita a capital paranaense também aparece em outro momento, em 1997, com Normal em Curitba. Foi nesse cenário que Mel escolheu dar o pontapé inicial de sua novidade turnê.
“Realmente eu nem sabia, não estava ligada nessa data. Estou feliz de principiar a turnê por cá também, é uma cidade que eu paladar muito, tenho muitos amigos. E que sinal, realmente, né? 40 anos do disco”
disse a atriz, surpresa com a coincidência que transformou a noite em um marco.
No palco, Mel não estava sozinha. Acompanhada de uma orquestra afiada, contou ainda com a presença da cantora Débora Reis, que foi backing vocal de Rita Lee por dez anos, trazendo ao espetáculo uma conexão direta com a artista homenageada.
O poder das canções
Entre tantas músicas que ecoaram no Tork, Mel destacou duas que carregam significados profundos em sua trajetória pessoal e artística.
“Costumo colocar duas músicas muito importantes pra mim, Coisas da Vida, por conta do momento que é na peça. Eu sei que é uma música muito importante para a Rita, a música que ela começa o livro dela. É uma música que eu sei que tanto ela quanto o Roberto têm um apreço… E eu adoro essa música também”
contou Mel Lisboa.
Já a música Mutante tem uma fardo afetiva única.
“É uma música que eu paladar muito particularmente… quando fiz minha primeira romance foi a música da minha personagem, na voz da Daniela Mercury, e aí depois, enfim, toda a minha história com a Rita que foi a posteriori… essas duas músicas me marcam”.
Entre personagem e atriz
Na noite em que Rita Lee foi lembrada com tanto carinho, Curitiba ganhou mais do que um show: ganhou um encontro íntimo entre atriz e público, onde memória, homenagem e afeto se misturaram em cada acorde.
Com sinceridade, Mel revelou ao público a diferença entre interpretar Rita em um espetáculo teatral e trovar suas músicas em um show.
“Sou eu que interpreto a Rita, logo existe um filtro, é uma versão. Eu não sou ela. Portanto pode ter uma semelhança, as pessoas podem ter esse momento em que meio assim de epifânico, de ter um momento de descobrir que tá com a Rita no palco e tal, mas é um trabalho construído”
explicou.


No entanto, o clima muda no palco músico. Isso porque no show a atriz não precisa da caracterização.
“No show eu não tenho caracterização, evidente que é uma homenagem, é evidente que eu não sou cantora, eu sou atriz que interpreta a Rita, logo a atriz vem avante da cantora, mas no show é muito mais eu. Eu tô mais livre, eu não tenho marca, eu não tenho que aproximar a minha voz da Rita porquê eu faço no espetáculo. Cá é uma grande homenagem mesmo da atriz que interpreta Rita”.
comentou Mel Lisboa.
Um até breve
A apresentação em Curitiba deixou no ar um gostinho de quero mais. Mas a espera não será longa. Em novembro, Mel Lisboa volta à cidade com o aclamado músico Rita Lee – Uma Autobiografia Músico, que terá apresentações nos dias 14 e 15 no Teatro Guaíra. Serão três sessões — duas já esgotadas e uma última ainda à venda.
“Em breve, em novembro, estaremos cá com o músico no Guairão. Venham todos ver, eu tenho certeza que vocês vão gostar”
convidou.
O espetáculo ganhou sessão extra no dia 15 de novembro, para o horário das 16h. Os ingressos já estão disponíveis a partir de R$ 25 na modalidade ingresso popular.
Veja a entrevista completa: