A atriz Marina Ruy Barbosa esteve no Cineplus do Shopping Jardim das Américas, em Curitiba, nesta quinta-feira (30), para publicar a série Tremembé, produção original Amazon Prime Video, que estreou nesta sexta-feira (31). A trama promete provocar impacto ao retratar o cotidiano da penitenciária conhecida uma vez que a “prisão dos famosos”, que abrigou nomes uma vez que Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Anna Jatobá e Alexandre Nardoni. Veja a entrevista aquém.
Com direção de Vera Egito, a série estreia com cinco episódios, inspirados em casos reais e nos livros do jornalista Ulisses Campbell. Além de Marina, o elenco conta com Bianca Comparato, Felipe Simas, Kelner Macêdo, Carol Garcia, Anselmo Vasconcelos, Lucas Oradovschi, Letícia Rodrigues e outros nomes de peso.
“Eu acho que o mais difícil realmente é você, pessoa, se distanciar daquilo que você está contando. Um dos maiores desafios foi me livrar das minhas opiniões, dos meus julgamentos pessoais, das minhas crenças, de certa forma, para estar disponível ali realmente para o que a personagem e a narrativa precisava. Eu precisava ter uma frieza, porque a nossa personagem, a Suzane, é uma personagem extremamente fria, calculista, manipuladora, estrategista. Eu precisava ter essa frieza uma vez que régua também do meu trabalho, de calcular exatamente os passos, de calcular exatamente o que vem pela frente, o que eu quero, qual o meu próximo objetivo, e não estar ali julgando a mim mesma, sabe?”
revelou Marina Ruy Barbosa.
Veja o trailer da série:
Série promete tensão e acidez
Marina fez questão de ressaltar que “Tremembé” não pretende romantizar nem tutelar criminosos, mas sim mostrar o que acontece dentro dos muros da prisão — um universo ainda pouco explorado pela ficção brasileira.
“Mas eu acho que o mais importante é que Tremembé não procura glamourizar ou romantizar, apesar de ser um entretenimento. A gente tem essa licença poética de ser uma série que é true violação, mas é sobre o pós-crime, o que aconteceu depois, essas relações interpessoais dentro da penitenciária, esse jogo de poder também, esse jogo hierárquico ali dentro.”
avaliou a atriz.
A atriz ressaltou ainda que a série não questiona as decisões da Justiça brasileira, mas procura trazer uma novidade perspectiva sobre o cotidiano no sistema prisional:
“A gente não procura de maneira nenhuma também questionar o que a Justiça brasileira tomou uma vez que decisão sobre esses casos e sobre essas sentenças. A gente, na verdade, mostra realmente o que aconteceu pós-crime e com a licença de ser uma série.”

Com um humor ácido e inteligente, Marina acredita que a produção trará uma linguagem inédita ao audiovisual brasílio, mesclando drama, tensão e ironia.
“Tem o humor ácido também, que eu acho que é um humor ácido inteligente e acho que isso é uma assinatura também da série, que a gente vê muito lá fora, isso em séries desse gênero, mas que eu acho talvez cá no Brasil ainda não tenha tido tanto. Tem essa acidez, que eu acho que faz secção, até pelo que a gente teve de conversa com as egressas, que já estiveram no sistema prisional, até no próprio Tremembé, a que a gente conversou. Essa dinâmica é uma dinâmica real. A gente mostra isso que ainda não foi visto.”
adiantou Marina Ruy Barbosa.
Veja a entrevista completa:
“Tô muito realizada”
Além de atuar, Marina Ruy Barbosa também assina a produção associada da série. Em ótima período profissional, a atriz celebrou o momento que vive no audiovisual brasílio.
“Eu tô muito realizada. Eu tô lançando Tremembé, acabei de rodar um filme também. Logo, eu estou num momento muito feliz assim da minha curso. E eu fico feliz também pelo momento do audiovisual uma vez que um todo, porque eu acho que a gente está vivendo momentos de glória mesmo”
comentou Marina.

Ela também comemorou o reconhecimento internacional do cinema e das produções brasileiras:
“Temos projetos brasileiros incríveis que aconteceram. Acho que paradigmas foram quebrados, desde Fernanda Torres ganhando Orbe de Ouro, indo para o Oscar, falando em português, num filme brasílio, com uma equipe brasileira. Logo acho que isso é muito bom para um país, para uma cultura de um país.”
E completou. “Porquê atriz eu tô feliz de estar vivendo essa era boa, onde tantos projetos estão sendo lançados bons e tantos projetos bons estão por vir, sabe? Logo acho que temos que comemorar.”
