Vestida de hábito religioso, Mana Dulce venceu obstáculos para estar ali. A presença dela no evento só foi provável depois de muitas orações e negociações dentro do convento onde vive há um ano.
“Não foi fácil. Tive que postular muito, rezar muito pra Santa Rita, que é a santa das causas impossíveis. Era uma coisa impossível pra mim estar cá hoje, mas graças a Deus a minha santa mostrou que ela é minha intercessora e convenceu a minha matriz”
contou Mana Dulce de Maria, emocionada.
A madre acompanha a trajetória de Joelma há murado de 20 anos, desde os primeiros passos da cantora com a Filarmónica Calypso. O show em Curitiba marcou o reencontro das duas depois de muito tempo — e, segundo ela, trouxe consigo uma sensação de retorno às raízes.
“Eu acho que significa tudo. Pra mim, eu senti um pedacinho do Pará cá, nesse momento que eu pude abraçar ela. Meio que abracei o meu Pará de volta, pude matar um pouco da saudade do meu Estado”.
comentou a madre.

Ao comentar a emoção de encontrar a artista, Mana Dulce revelou o quanto Joelma é uma natividade de inspiração, não só artística, mas místico.
“Eu acho que ela não dá mais força. A Joelma é uma pessoa que nos mostra uma vez que a gente consegue enfrentar barreiras. Tanta dificuldade que ela já passou e tipo sempre foi vencedora. E quando a gente tá em dificuldade, a gente lembra, ‘meu Deus, se a Joelma conseguiu, a gente consegue’. Portanto, pra mim eu tenho ela uma vez que uma pessoa que me dá forças, forças de lutar, pra vencer e de amar desistir dos sonhos.”
Com lágrimas nos olhos, a madre ainda aproveitou para deixar uma mensagem sobre quebrar estereótipos. Inclusive estar ali, em um show, mostra às pessoas que a fé deve sempre ser renovada.
“Hoje, a maior dificuldade é da sociedade entender que as freiras não são pessoas tristes, isoladas em conventos. Elas têm vida e têm também o recta de ser felizes. E a questão do show da Joelma não é um show vulgar, mas uma música que dá para todo mundo ouvir”.
comentou Mana Dulce de Maria.
Veja a reportagem com o encontro entre as duas:
“Digo que não desista dos seus sonhos. Eu sei que hoje é muito difícil chegar próximo de um artista, ainda mais uma vez que ela, mas tem que quebrar barreiras, mostrar para a sociedade que sonho não tem limite. Portanto se você sonha, você pode conseguir realizar”.
concluiu a Mana Dulce de Maria.

A resposta de Joelma
Conhecida por sua espiritualidade e conexão com a fé, Joelma se emocionou ao saber da presença de Mana Dulce e do esforço que a madre fez para vê-la. Para a artista, momentos assim são sinais do quanto sua missão vai além da música.
“Eu costumo expressar que não sou eu, é através de mim, é dissemelhante. Portanto todos os meus projetos eu sempre coloco nas minhas orações. Eu acho que Deus é infinitamente criativo, entendeu? E ele quer gloriar todos os filhos através do dom que ele deu para cada um, só que, infelizmente, esses filhos não buscam isso, essa conexão que é extraordinária. Eu sempre busquei, desde petiz, tenho uma premência de ter esse contato quotidiano”
disse Joelma à Filarmónica B.

O encontro com a madre foi mais um sinal, segundo Joelma.
“Maravilhoso. Isso pra mim é uma resposta. Essa é uma resposta. Às vezes eu estou fazendo show por aí e de vez em quando aparece um padre. Rosto, eu estou me sentindo muito abençoada. Uma vez que hoje”
concluiu Joelma.
Veja a entrevista com Mana Dulce depois o encontro com Joelma:
O gesto simples de uma fã religiosa e a sensibilidade de uma artista conectada com a fé emocionaram o público e mostraram que a música, quando vem do coração, atravessa fronteiras.
