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Fruto de Preta Gil se despede com carinho no velório da mãe

Variedades

No início da manhã desta sexta-feira (25), o Rio de Janeiro amanheceu de luto e emoção. Sob o firmamento nublado da Cinelândia, centenas de fãs já se reuniam diante do Theatro Municipal muito antes das portas se abrirem para o velório de Preta Gil. Mas entre todos os presentes, um momento sombrio e comovente marcou o início da cerimônia: o rebento da cantora, Francisco Gil, foi o primeiro a se aproximar do caixão da mãe.

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Foto: Alexandre Brum/Agencia Enquadrar/Folhapress.

Com o rosto sereno, mas visivelmente emocionado, Francisco acariciou o rosto de Preta, pousando as mãos com delicadeza sobre o caixão prateado que guardava não unicamente o corpo da artista, mas a força de uma mulher que marcou gerações com sua força, sua voz e sua entrega à vida.

Em voz baixa, sussurrou palavras só deles. Palavras de rebento para mãe. De paixão para perpetuidade.

Escoltado da namorada, Alane Dias, que respeitou o espaço do luto e depois o acolheu com um amplexo sombrio, Francisco demonstrou, no gesto contido, a imensidão da perda e a profundidade do vínculo.

Preta, que sempre exaltou o paixão e a união familiar, partiu cercada de carinho — e zero simboliza melhor esse paixão do que o olhar do rebento sobre ela.

Velório de Preta Gil

O velório de Preta Gil foi acessível ao público até as 13h, mas logo nas primeiras horas a fileira já se formava do lado de fora do teatro. Fãs carregavam cartazes com mensagens de adeus, alguns cantavam “Sinais de Queimação”, e outros unicamente choravam, em silêncio, enquanto a música preenchia o envolvente.

No foyer, um telão exibia imagens de toda a trajetória de Preta: desde a puerícia ao lado dos pais, Gilberto Gil e Sandra Gadelha, até momentos marcantes nos palcos. As caixas de som também tocavam canções de Gil, porquê “Andejar com Fé”, embalando a despedida com esperança e reverência.

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Foto: Paulo Carneiro/Ato Press/Folhapress.

Homenagem no Rio

O corpo de Preta Gil será levado em cortejo pelo circuito que agora leva seu nome: o “Giro de Blocos de Rua Preta Gil”, uma homenagem da prefeitura ao impacto dela no carnaval carioca e na cultura brasileira.

O trajeto será escoltado pelo Corpo de Bombeiros até o Cemitério da Penitência, no Caju, onde, em cerimônia reservada à família, será realizada a cremação — um libido da própria artista.