Cantora, que morreu neste domingo (20), falou sobre a saúde e a relevância de ter tirado de sua vida quem lhe fazia mal
Por Folhapress em 20 de julho, 2025 as 21h02.
Havia uma única pessoa de máscara de proteção na superfície VIP do Rock in Rio no quarto dia do último Rock in Rio, há um ano: Preta Gil. A cantora, que morreu neste domingo (20), aos 50 anos, vítima de um câncer colorretal diagnosticado em 2023, estava com a isenção baixa e precisava da proteção. Para ela, o inferior, mesmo no período pós-pandemia, era indispensável.
Serena e falando pausadamente, Preta disse à Folha de S.Paulo que estava se sentindo muito naquele dia. “Agora eu tenho silêncio na minha cabeça”, afirmou, convicta.
A silêncio que encontrou veio quando ela conseguiu tirar de perto de si uma “pessoa nefasta”, para usar o trecho de uma música de seu pai, Gilberto Gil.
A cantora foi andando e conversando com a reportagem. “Eu tinha uma pessoa do meu lado que me desestruturava, foi muito pesado”. Preta referia-se ao ex-marido, Rodrigo Godoy, que a traiu no início do tratamento. Ela evitava até falar o nome dele. “Pra quê? Prefiro nem reportar”.
Por outro lado, a rede de paixão que se formou à sua volta a surpreendeu. “Meus amigos não saem de perto mesmo, achei que desta vez eles se cansariam, mas sempre tem alguém do meu lado, é impressionante. Dou graças a Deus”.
Havia um burburinho ali de que Preta seria uma atração surpresa no primeiro dia da segunda lanço de shows no festival. “Não, zero a ver. As pessoas sabem que estou fragilizada, ficam preocupadas, nem me convidam para trabalho por enquanto”.