gabriela-duarte-feminismo-gaslighting

Em Curitiba, Gabriela Duarte diz que feminismo virou ‘tarifa política’

Variedades

Em Curitiba, para o primeiro solilóquio, O Papel de Parede Amarelo e Eu, Gabriela Duarte fala sobre gaslighting e feminismo. Com duas apresentações neste termo de semana, sábado (11) e domingo (12), Teatro Regina Vogue, a atriz não poupou palavras para exaltar o empoderamento feminino, mas não com essas palavras.

Imagem: Lívia Mie/Orquestra B.

Apesar de manifestar que tem dificuldade com o termo ‘machismo’ e ‘feminismo’, Gabriela afirmou que se considera uma mulher feminista. Para a artista, o machismo é um problema que está enraizado socialmente.

“Acho que toda mulher já sentiu o peso do machismo. Tenho um pouco de dificuldade em falar essa questão do machismo. Acho que são aspectos que estão muito arraigados na nossa sociedade”

afirma a atriz ao titubear com as palavras.

Segundo concepção da atriz, quando se usa tais termos, dá-se a entender que existe um tom de superioridade. “Quando você fala machismo ou feminismo, parece que você está fora disso. ‘Não, gente. Eu sou maravilhosa, tá? Não sinto! Não! Nós somos seres humanos, nós sentimos sim”, ressalta.

Gabriela Duarte afirma que aprendeu a se esquivar de práticas porquê o gaslighting, já que, ao longo da vida, precisou mourejar com uma sociedade “muitas vezes desigual e cruel”. A atriz acredita que a autoestima “é a base da proteção da mulher contra a sociedade”.

“Logo, o gaslighting, paisagem grave, especificamente talvez não. Acho que aprendi a ser safa, e acho que a autoestima é importante para mulher, é a base da proteção da mulher contra a sociedade. A autoestima em dia me poupou de algumas coisas”

relata.

Feminismo

Se é ou não uma mulher feminista, Gabriela não deixou de responder, ainda que tenha sido a última questão a ser comentada durante coletiva de prelo. A atriz reforça que “toda mulher deveria ser feminista, no melhor sentido dessa termo”.

Segundo ela, atualmente, o termo virou “tarifa política”. Porém, na opinião da artista, o feminismo não deveria ser um ato político e sim uma questão social. O que levanta novo questionamento sobre o quanto causas políticas e sociais andam juntas e se é provável falar de um sem referir o outro.

“Com relação a ser ou não ser feminista, eu volto a manifestar, acho que toda mulher deveria ser feminista, no melhor sentido dessa termo. Sem o peso que hoje em dia ela assumiu. Sei lá, ela virou uma tarifa política, só que não deveria ser uma tarifa política, isso é uma questão social”

disse.

Para Duarte, todas as pessoas deveriam tratar levante tema. “O varão, a mulher, a mulher ensinar seu rebento desde que nasceu, que ele tem que olhar pra mulher de uma determinada forma”, explicou a visão que tem sobre o tema.

Ou por outra, Gabriela também comentou o que acha do “empoderamento feminino”. “Mulher empoderada, acho até um pouco… Da melhor forma provável, você quer inspirar outras mulheres a serem uma coisa que muitas delas não tem a menor quesito de ser. Na verdade, quando você acha que pode estar ajudando, você pode estar destruindo”, disse.

Serviço

O Papel de Parede Amarelo e Eu em Curitiba
Onde: Teatro Regina Vogue (Shopping Estação)
Quando: 11 e 12 de Outubro / sábado 20h / domingo 19h
Quanto: ingressos a partir de R$70. Venda pelo Disk-Ingressos.

Veja vídeo: