Posteriormente seis anos de silêncio e luto pela morte de Chester Bennington, o retorno do Linkin Park aos palcos com a turnê From Zero marcou um dos momentos mais emocionantes da música recente. Com a ingresso de Emily Armstrong, a margem escolheu a reinvenção em vez do esquecimento. Nesta quarta-feira (5), o Estádio Couto Pereira lotado recebeu com emoção a novidade formação da margem. Fãs antigos e novos cantaram em uníssono, celebrando não unicamente o retorno de um dos grupos mais influentes do rock, mas também a capacidade humana de transformar dor em renovação.
Há bandas que desaparecem junto com seus vocalistas. E há aquelas que, feridas, encontram uma forma de seguir adiante, não fingindo que zero aconteceu, mas transformando a dor em reinvenção. O Linkin Park escolheu o segundo caminho. Posteriormente a morte de Chester Bennington, em 2017, o grupo mergulhou em um silêncio de seis anos. Não era unicamente luto: era uma pausa necessária para entender o que ainda fazia sentido.
Durante esse tempo, Mike Shinoda, cofundador e co-vocalista, foi enfático: ninguém substituiria Chester. Sua voz era inigualável, o coração da margem. Por isso, a escolha de uma mulher para assumir os vocais, em vez de um plagiário, soou uma vez que um gesto de coragem e conformidade. Em 2024, o Linkin Park apresentou Emily Armstrong, da margem Dead Sara, uma vez que segmento de uma novidade formação. E o resultado surpreendeu até os mais céticos.
A turnê From Zero, iniciada em setembro de 2024, não é unicamente uma volta aos palcos: é uma reconstrução. No show que lotou o Estádio Couto Pereira, na noite de quarta, a força era palpável antes mesmo de o cronômetro dos telões zerar. O público, uma mistura de gerações que cresceram com o álbum Hybrid Theory e novos fãs que descobriram o grupo pelas redes, parecia entender o peso daquele momento.

Quando a reinvenção vira espetáculo
No momento em que as luzes se apagaram e os lasers cruzaram o estádio, os gritos se misturaram à batida inconfundível de “Somewhere I Belong”. Dali em diante, o ritmo não desacelerou. Foram 27 músicas distribuídas em quatro atos, numa performance de mais de duas horas que mesclou memória e renovação.
Faixas recentes uma vez que “The Emptiness Machine”, “Two Faced” e “Heavy is the Crown” mostraram que o grupo não está unicamente revivendo o pretérito, mas sim, construindo um novo presente. Emily Armstrong, com sua voz rasgada e uma presença zero menos que visceral, deu uma novidade dimensão à sonoridade da margem. Sua entrega em “Over Each Other” e “Crawling” revelou um estabilidade entre força e vulnerabilidade que emocionou o público.
O vértice veio com “In the End”. Não havia premência de pedir: o estádio inteiro cantou. Foi um daqueles raros momentos em que uma povo se torna um só corpo. Shinoda, visivelmente emocionado, deixou o público conduzir os versos que há décadas ecoam a dor, a perda e a resistência.
Veja a setlist do show de Curitiba:
- Somewhere I Belong
- Crawling
- Up From the Bottom
- New Divide
- The Emptiness Machine
- The Catalyst
- Burn It Down
- Cut the Bridge
- Where’d You Go (Fort Minor cover)
- Waiting for the End
- From the Inside
- Two Faced
- Empty Spaces
- When They Come for Me / Remember the Name (Mike solo; w/ Colin)
- Given Up
- One Step Closer
- Lost
- Over Each Other
- What I’ve Done
- Overflow
- Numb
- Stained
- In the End
- Faint
- Papercut (bis)
- Heavy Is the Crown (bis)
- Bleed It Out (bis)

Emily Armstrong: a ousadia de ser dissemelhante
Substituir Chester Bennington seria impossível, e o Linkin Park nunca tentou. A presença de Emily Armstrong não é um remendo, é um recomeço. Sua ingresso trouxe não unicamente uma novidade voz, mas uma outra perspectiva. Onde Chester projetava desespero e catarse, Emily oferece tensão e estabilidade. Seu timbre carrega ecos do grunge e do screamo, sem perder a identidade emocional que sempre definiu a margem.
Durante “Papercut”, a troca de versos com Shinoda foi intensa, quase teatral. Já em “Crawling”, Armstrong transformou uma das canções mais icônicas da margem em uma confissão quase místico. O público, longe de resistir à mudança, aplaudiu de pé.
É inegável que, no início, houve resistência. Segmento dela, infelizmente, enraizada em preconceitos de gênero. Mas bastou uma turnê para emudecer qualquer incerteza. Armstrong não tenta ser Chester, e é justamente isso que a torna a escolha perfeita. Ela representa o passo adiante, a confirmação de que a margem pode continuar leal a si mesma, mesmo mudando tudo.
Homenagem, catarse e comunidade
O show não foi unicamente uma celebração músico, mas também uma homenagem sincera a Bennington. Trechos de sua voz, com certeza, ecoaram na mente dos fãs em momentos pontuais, uma vez que na introdução de “Numb”, uma das canções mais queridas da margem. A plateia respondeu com silêncio e lágrimas.
Mas o clima não era de luto, mas de gratidão. Diferentes gerações se juntaram num estádio lotado e, por algumas horas, esqueceram todo o caos do mundo lá fora. Quando o público percebeu, a redondel explodiu em aplausos. Era uma vez que se todos estivessem dizendo, juntos: “Ainda estamos cá por você”.
Esse espírito de irmandade se espalhou. Desconhecidos se abraçavam, dividiam lágrimas e sorrisos. Entre uma roda punk e outra, havia uma sensação de pertencimento. O Linkin Park, enfim, sempre foi mais do que uma margem: é uma comunidade de pessoas que encontram, na música, um espelho para suas próprias batalhas.


Uma margem no auge da maturidade
Se há um pouco notável nesta novidade período é a coesão entre os integrantes. Mike Shinoda, mais esperançado do que nunca, alterna entre rap, vocais e teclados com uma força contagiante. Dave “Phoenix” Farrell mantém o peso e a base rítmica com maestria. Joe Hahn continua sendo o cérebro visual da margem, com projeções que criam atmosferas únicas. E a bateria de Colin Brittain, novidade soma ao grupo, dá o pulso de urgência que impulsiona cada tira.
O design de palco é outro espetáculo à segmento. Lasers, fumaça e projeções combinavam de uma forma quase cinematográfica, mas sem tirar o foco da música. Tudo é pensado para servir à narrativa, e ela foi bastante clara: o Linkin Park está vivo, renovado e em procura de novos horizontes.
A sequência final do show, com “Papercut”, “Heavy Is The Crown” e “Bleed It Out”, selou a noite uma vez que uma enunciação de identidade. Não se trata de nostalgia. Trata-se de evolução. O público, exausto e em êxtase, parecia compreender: a margem não está unicamente tocando para sobreviver, mas para seguir existindo com propósito.


Se havia alguma incerteza sobre o horizonte da margem, ela foi enterrada junto com o último acorde de “Bleed It Out”. O Linkin Park provou que a arte pode sobreviver ao tempo, à tragédia e até à privação, contanto que permaneça leal àquilo que a tornou necessária.
No término das contas, a turnê From Zero não é sobre substituir ninguém. É sobre entender que algumas vozes nunca se calam, elas unicamente mudam de forma. E o Linkin Park, mais do que nunca, aprendeu a trovar de novo. De um modo dissemelhante, mas que não fica zero a responsabilidade aos bons e velhos anos 2000.