O sábado (27) promete ser de pura vigor em Curitiba. A filarmónica Lagum desembarca no deck da Pedreira Paulo Leminski, com o espetáculo da turnê “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo”, um show pensado para ser vivido intensamente do início ao termo.
Depois rodar o Brasil e invadir plateias na Europa, o grupo mineiro chega à capital paranaense com um repertório que mistura sucessos já consagrados e faixas inéditas, em uma experiência sensorial que vai além da música.
No palco, a Lagum cria um universo visual que se inspira no cotidiano das cidades — com luzes que lembram janelas de prédios, projeções em LED e cenários que convidam o público a submergir em narrativas do dia a dia.
“A gente sempre ouviu esse álbum imaginando alguém andando pela cidade, vivendo coisas do cotidiano e enxergando venustidade nos detalhes. No palco, as músicas ganham outra potência, outras narrativas. Algumas que eram tristes no álbum, no show se transformam em momentos de trovar, pular e dançar. É uma eterna mutação”
destacou Pedro Calais, vocalista da filarmónica.
Otávio Cardoso reforçou a força da novidade temporada da Lagum e comentou que a filarmónica sempre buscou fazer shows “muito pra cima, muito rock and roll”. “E isso está muito muito representado nesse álbum também”.
Para o público curitibano, a promessa é de um espetáculo visceral. Francisco Jardim resumiu:
“Curitiba dessa vez vai ver um show da Lagum novo, que vai marcar para sempre. Criamos um audiovisual conectado ao show, com luzes, câmeras e interações que tornam a experiência ainda mais imersiva. Vai ser intenso, um invitação para viver o presente de verdade”.
No repertório, o disco “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo” mostra porquê a filarmónica amadureceu ao falar das dores da vida sem perder a sensibilidade e o poder de emocionar.
“O palco ensina pra gente a nossa força. Tudo na vida passa, seja bom ou ruim. Estar lá é nossa origem, e a gente leva isso com reverência e entrega totalidade”
comentou Jorge.
Com a vigor contagiante que só um show da Lagum pode proporcionar, Curitiba será palco de uma noite que promete permanecer na memória de quem viver intensamente cada música, cada luz e cada coro coletivo. Os portões abrem às 17h e o show está previsto para 21h30. Os ingressos custam a partir de R$ 150 e são vendidos pelo Disk-Ingressos.

Leia a entrevista na íntegra:
Pedro Calais: “A gente sempre ouviu esse álbum imaginando que a secção visual seria alguém andando pela cidade e vivendo coisas do cotidiano. Logo a gente escolheu abraçar essa secção também na estética, assim, de alguma coisa do cotidiano, de alguma coisa de que você vê venustidade nos detalhes de tudo que você vê todos os dias. A gente espera mesmo uma conexão do público com o dia a dia, com as narrativas que vão sendo criadas ali do dia a dia, de marchar na rua, de fazer o que você está avezado a fazer. E é muito tamanho porque quando a gente vai com essa turnê pro palco, ganha uma outra coisa, as músicas ganham uma outra potência, outra narrativa, até mesmo fora dos palcos. Por exemplo, a cidade, muitas pessoas associaram a luto, algumas músicas que eram mais tristes e densas no álbum foram pro show porquê alguma coisa pra se trovar, pular e dançar, portanto as coisas estão em uma eterna mutação. É de cada um pra cada um, mas na nossa visão é um álbum muito feito e pensado no cotidiano e tentando ver o mais belo disso tudo”.
Pedro Calais: “Primeiramente, na cenografia, a gente tentou gerar desníveis e iluminações que remetessem a prédios, a alturas diferentes, a luzes que ficam parecendo janelas de prédios. Já o LED a gente trouxe bastante câmera e a gente dividiu ao meio as transmissões de câmera para dar teoria de dípticos, que foi a técnica que a gente usou de duas telas divididas, mostrando coisas diferentes, quando gente subiu os vídeos no YouTube do álbum. A gente tentou trazer toda essa particularidade da cidade e também da técnica que foi usada”.
Otávio Cardoso: “Acho que naturalmente a gente já tem um show que é bastante pra frente e a gente queria trazer muito isso pra esse álbum. E na hora que a gente foi tocar esse álbum a gente conseguiu deixar ele ainda mais ao vivo do que a gente já tinha deixado. Acredito que muita vigor mesmo, a gente gosta de fazer um show muito pra cima, muito rock and roll, e isso tá muito muito representado com esse álbum também”.
Glauco Borges “Jorge”: “Ser de uma filarmónica e fazer secção de uma cena artística e músico ensina a gente a ter muito pé no solo, porque a gente vive a todo momento turbilhões que são tanto pontos em cima quanto pontos embaixo. Acho que a gente aprendeu, depois de tanto tempo, a não permanecer iludido com esses momentos no topo e a nem permanecer desesperado nesses momentos em baixa. O palco ensina para a gente, principalmente a nossa força, que é de onde a gente veio, de onde a gente iniciou, que é estar fazendo o show, ter essa troca com a galera. Do tanto que é importante isso, do tanto que isso é nossa origem, e do tanto que isso é o que a gente é de verdade. Por isso acho que a gente tem um reverência enorme pelo palco e a gente sabe a responsabilidade que a gente tem de estar lá, de estar chegando e mostrando a nossa arte para pessoas que estão vendo pela primeira vez, ou pessoas que estão vendo por uma segunda vez e que a gente sente a urgência que seja tão impactante ou mais quanto a primeira vez. O palco e todas essas experiências mostram para a gente que tudo na vida passa, seja bom, seja ruim e tem a ver muito com o que o álbum fala, que é de estar aproveitando o momento, de estar presente no agora e de entender que viver da arte é isso, é estar em cima, é estar embaixo, entender essas ondas e saber surfar por elas”.

Pedro Calais: “Eu acho que agora que a gente tá saindo todo mundo da vivenda dos 20 e poucos anos e ficando mais, vamos proferir, maduro, pra não proferir velho, a gente consegue ver que a vida passa, a gente passa pelas dores e o mundo não acaba, né? Eu acho que em alguns momentos, quando ia se falar de dor, parecia que o mundo ia ultimar. Por exemplo, em ‘Depois do Término’ era meio que esse o noção, assim, era porquê se a vivenda que está na envoltório tivesse pegado queima, porquê se tivesse concluído tudo e tivesse que reencetar tudo de novo. Eu acho que com o passar dos anos e com a maturidade que a gente vem adquirindo tanto na vida pessoal quanto na trova, a dor começa a ser vista de um ponto de vista de ‘venustidade, eu estou enxergando ela e eu sei que daqui a pouco vai passar’. Eu sei que daqui a pouco eu vou me contentar com outra coisa. Os maus momentos passam e os bons também e eu acho que vem sendo visto dessa maneira”, pensou Pedro.
“Agora, em outras músicas porquê ‘A última nuvem do firmamento’ que trata de uma dor trágica, fala sobre um incidente de uma chuva muito poderoso que arrasou com uma cidade que é uma história real e que eu estava lá presenciando e me inspirei para redigir isso. Ela é uma dor que também é vista em terceira pessoa, mas em um evidente momento o eu lírico ali se torna uma nuvem, a última nuvem do firmamento, ele vê as coisas de cima, ele vê tudo sem se envolver demais, mas é impressionante que mesmo escrevendo dessa forma, com esse distanciamento, é uma das músicas que ainda assim mais me emociona. Parece que eu consigo me colocar no lugar de cada coisa que é citada nesse som, no pássaro, na mulher, na dor de quem eu não fui, no susto de não ser tão são. Acho que vem se aprimorando os pontos de vista para se falar da dor e também sem perder a sensibilidade e o poder de passar a emoção através disso”.
Francisco Jardim: “Essa turnê agora que a gente está fazendo desse último álbum, ‘As Cores, As Curvas e As Dores do Mundo’, é uma turnê que a gente focou em passar em todas as regiões do Brasil, setentrião, sul, leste, oeste e todos os lugares que a gente está indo, especificamente nessa turnê, a gente está tendo um feedback e um encontro com os fãs, que eu considero dissemelhante de todos que a gente já teve até agora. Acredito que pela vigor do álbum e pelo momento que a gente está também. E eu acho que Curitiba não vai ser dissemelhante. A gente preparou um show, ensaiou por muito tempo, criamos um áudio visual também conectado ao show, que a galera vai poder experienciar essa sensação de ver as luzes, ver tudo ali sincronizado. Também a sensação da transmissão, são câmeras que filmam a gente ao vivo e passam no pintura de LED detrás. Eu acho que o resultado disso tudo vai trazer pra galera um show mais imersivo do que foi os outros anos e um encontro mais intenso entre nós, que é justamente o que a gente quer propor nesse álbum, de viver o presente pra caramba. Logo, deixo o invitação pra galera aí de filmar muito o show, mas também tentar viver os momentos, experienciar essas interações, o palco, as luzes, os espetáculos e todas as minúcias que contemplam o show, que eu acho que vão ter uma experiência diferenciada. Eu acho que Curitiba dessa vez vai ver um show da Lagum novo, que vai marcar para sempre”.